Justouch

Don't Matter what they say.

(Source: minuano, via funkpunkandroll)

Ninguém é capaz de compreender um dragão. Eles jamais revelam o que sentem. Quem poderia compreender, por exemplo, que logo ao despertar (e isso pode acontecer em qualquer horário, às três da tarde ou às onze da noite, já que o dia e a noite deles acontecem para dentro, mas é mais previsível entre sete e nove da manhã, pois essa é a hora dos dragões) sempre batem a cauda três vezes, como se estivessem furiosos, soltando fogo pelas ventas e carbonizando qualquer coisa próxima num raio de mais de cinco metros? Hoje, pondero: talvez seja essa a sua maneira desajeitada de dizer, como costumo dizer agora, ao despertar - que seja doce.

Mas no tempo em que vivia comigo, eu tentava - digamos - adaptá-lo às circunstâncias. Dizia por favor, tente compreender, querido, os vizinhos banais do andar de baixo já reclamaram da sua cauda batendo no chão ontem às quatro da madrugada. O bebê acordou, disseram, não deixou ninguém mais dormir. Além disso, quando você desperta na sala, as plantas ficam todas queimadas pelo seu fogo. E, quando você desperta no quarto, aquela pilha de livros vira cinzas na minha cabeceira.

Ele não prometia corrigir-se. E eu sei muito bem como tudo isso parece ridículo. Um dragão nunca acha que está errado. Na verdade, jamais está. Tudo que faz, e que pode parecer perigoso, excêntrico ou no mínimo mal-educado para um humano igual a mim, é apenas parte dessa estranha natureza dos dragões. Na manhã, na tarde ou na noite seguintes, quando ele despertasse outra vez, novamente os vizinhos reclamariam e as prímulas amarelas e as begônias roxas e verdes, e Kafka, Salinger, Pessoa, Clarice e Borges a cada dia ficariam mais esturricados. Até que, naquele apartamento, restássemos eu e ele entre as cinzas. Cinzas são como seda para um dragão, nunca para um humano, porque a nós lembram destruição e morte, não prazer. Eles trafegam impunes, deliciados, no limiar entre essa zona oculta e a mais mundana. O que não podemos compreender, ou pelo menos aceitar.

Caio F. (via equivocoscomplexos)

To indo meu amor, falta pouco.

To indo meu amor, falta pouco.

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I love you, I love you, I love you like never before…

1 year ago
Aquele nosso abraço <3

Aquele nosso abraço <3

Sun goes down,Sky turns black,I can hardly wait for you.I can&#8217;t believe,The madness,In everything you do.I used to dream in black and white,Now I see the world in a different light.Your love colors,Colors everything.Your love colors,Colors everything.Now come in to me,Fill me and fill me.Show me your colors, baby.Your love colors.I slept in fear,And woke in pain,Till you came in close to me.

Sun goes down,Sky turns black,I can hardly wait for you.I can’t believe,The madness,In everything you do.I used to dream in black and white,Now I see the world in a different light.Your love colors,Colors everything.Your love colors,Colors everything.Now come in to me,Fill me and fill me.Show me your colors, baby.Your love colors.I slept in fear,And woke in pain,Till you came in close to me.

Old Ladies, Henri Cartier Bresson- 1961

Old Ladies, Henri Cartier Bresson- 1961

Migs, pq hj é aniversário desse meu Gordinho lindo.

Migs, pq hj é aniversário desse meu Gordinho lindo.

equivocoscomplexos:

Happy three months! Thanks

equivocoscomplexos:

Happy three months! Thanks